Exageros. Já estamos acostumados. Times com grandes torcidas são cercados de exageros, especialmente por parte significativa da mídia. E com o Corinthians em grande fase, campeão da Libertadores depois de ganhar mais um Brasileiro, isso é ainda mais escandaloso, e chato. No torneio Mundial da Fifa, a coisa piora.
Começa pelo número de corintianos presentes no Japão. Dos 31.417 torcedores no estádio, houve quem definisse pelo menos 30 mil como corintianos. Não sei quantos deixaram o Brasil a caminho do Japão, se são 8 mil, 10 mil, 15 mil, sei apenas que o número é grande, espetacular. Todo respeito à devoção dessas pessoas pelo time de coração. Mas há quem faça questão de exagerar, quando o público esteve na media dos anos anteriores, nada demais — clique aqui e leia.
O mesmo se repete com a velha muleta do "com o Corinthians tem que ser assim, sofrido". Tem nada. O Al Ahly é clube popular, carrega com sua enorme torcida história sensacional — clique aqui e conheça —, mas o time é modesto. Troca passes, tem certa organização, mas é fraco, o que deixou claro nos erros de passes com bolas perdidas saindo pela lateral já na primeira etapa. Era para o time brasileiro atropelar. Mas não foi assim. Não era necessário esse "sufoquinho".
Virtude única do Corinthians no segundo tempo? A barreira quase intransponível em sua defesa. É reconhecidamente difícil entrar na área do time de Tite para finalizar e os egípcios sentiram isso, tanto que passaram a arrematar de fora da área. E o fizeram porque a equipe paulista permitiu aos árabes ter posse de bola, circular e pressionar de forma inaceitável diante da própria fragilidade.
Deu, foi o bastante para o Corinthians. Se o conhecido e ótimo Aboutrika fosse mais jovem e conseguisse jogar o tempo todo, a história da peleja poderia ser outra. Riscos desnecessários correu a equipe brasileira, mas os superou. Buscar exemplos em edições anteriores do torneio não passa do velho levantamento de fatos passados que buscam coincidências. Nada de concreto existe no sentido de uma repetição.
O fato de o São Paulo ter sofrido na semifinal (complicado chamar de semifinal esses confrontos de sul-americanos com equipes tão ruins) de 2005 e vencido o Liverpool na final não quer dizer que o mesmo se repetirá domingo, contra o Chelsea. Até porque se os Reds passaram pelo Saprissa há sete anos, nada nos assegura que os Blues superarão o Monterrey.
Se o Corinthians, levando tão a sério, correu riscos, claro que o campeão europeu, que faz viagem protocolar ao Japão, pode derrapar. Improvável, mas possível. Se isso acontecer, a caminhada corintiana pelo sonhado troféu ficará mais fácil. E o torneio da Fifa mais fraco. Só um bom jogo entre Corinthians e Chelsea, com os dois times envolvidos, dedicados, pode salvar esse certame da mediocridade técnica absoluta, incompatível com o rótulo de "Mundial".
Começa pelo número de corintianos presentes no Japão. Dos 31.417 torcedores no estádio, houve quem definisse pelo menos 30 mil como corintianos. Não sei quantos deixaram o Brasil a caminho do Japão, se são 8 mil, 10 mil, 15 mil, sei apenas que o número é grande, espetacular. Todo respeito à devoção dessas pessoas pelo time de coração. Mas há quem faça questão de exagerar, quando o público esteve na media dos anos anteriores, nada demais — clique aqui e leia.
O mesmo se repete com a velha muleta do "com o Corinthians tem que ser assim, sofrido". Tem nada. O Al Ahly é clube popular, carrega com sua enorme torcida história sensacional — clique aqui e conheça —, mas o time é modesto. Troca passes, tem certa organização, mas é fraco, o que deixou claro nos erros de passes com bolas perdidas saindo pela lateral já na primeira etapa. Era para o time brasileiro atropelar. Mas não foi assim. Não era necessário esse "sufoquinho".
Virtude única do Corinthians no segundo tempo? A barreira quase intransponível em sua defesa. É reconhecidamente difícil entrar na área do time de Tite para finalizar e os egípcios sentiram isso, tanto que passaram a arrematar de fora da área. E o fizeram porque a equipe paulista permitiu aos árabes ter posse de bola, circular e pressionar de forma inaceitável diante da própria fragilidade.
Reuters
Guerrero comemora o seu gol durante Corinthians 1 x 0 Al Ahly: jogo fraco
Deu, foi o bastante para o Corinthians. Se o conhecido e ótimo Aboutrika fosse mais jovem e conseguisse jogar o tempo todo, a história da peleja poderia ser outra. Riscos desnecessários correu a equipe brasileira, mas os superou. Buscar exemplos em edições anteriores do torneio não passa do velho levantamento de fatos passados que buscam coincidências. Nada de concreto existe no sentido de uma repetição.
O fato de o São Paulo ter sofrido na semifinal (complicado chamar de semifinal esses confrontos de sul-americanos com equipes tão ruins) de 2005 e vencido o Liverpool na final não quer dizer que o mesmo se repetirá domingo, contra o Chelsea. Até porque se os Reds passaram pelo Saprissa há sete anos, nada nos assegura que os Blues superarão o Monterrey.
Se o Corinthians, levando tão a sério, correu riscos, claro que o campeão europeu, que faz viagem protocolar ao Japão, pode derrapar. Improvável, mas possível. Se isso acontecer, a caminhada corintiana pelo sonhado troféu ficará mais fácil. E o torneio da Fifa mais fraco. Só um bom jogo entre Corinthians e Chelsea, com os dois times envolvidos, dedicados, pode salvar esse certame da mediocridade técnica absoluta, incompatível com o rótulo de "Mundial".
Reuters
David Luiz, Rafa Benítez e Fernando Torres no último treino antes da estreia
FONTE: ESPN
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